O começo do primeiro show do segundo dia da terceira edição do festival estava previsto para depois da vitória do Flamengo sobre o Internacional, mas como isso infelizmente não aconteceu, depois da primeira cerveja da noite subia ao degrau, da Audio Rebel, o Malvina, de Niterói. O 0,666666667 de público do dia anterior, ainda recatado, chegava pra ver o trio, que faz um som raro no Rio (estado) e até no Brasil; famosa escola Belvedere. Bela surpresa saber que existe uma banda dessa por aqui pelo Rio. Aliás, mais uma das grandes surpresas do festival.
O único problema, é que não puderam terminar o cover de The Decline, do NOFX, que por ser a última música do show, não pôde ser tocada por completo, por causa do tempo (tá, eu sei que tocaram ela por último de propósito pra "não dar tempo").
Após o Malvina, subia ao palco o já clássico Halé! Banda local, praticamente dona da casa, perfeita pra lembrar a nós cariocas presentes e aos integrantes das bandas "gringas" que estamos no Rio e que aqui o bagulho é frenético mesmo! Na pele!

Até que chegou a vez do H.E.R.O. O sexteto - de seis - de São Paulo fez questão de lotar o palco da Rebel - e um pedacinho do chão, com o vocal (Tranka) - pra tocar seu hardcore melódico. Hardcore desses que eu, aliás, pensava que não se fabricavam mais. Com uma pegada a la Street Bulldogs com alguma pitada de Garage Fuzz (pra falar apenas dos gringos do Brasil) e com direito até a cover de Sheep And Shepherds, da primeira banda dessa frase, a banda fez, sem dúvida, o show mais agitado da noite construindo até mesmo o liquidificador do hardcore: vulgo Circle Pit. Fora os body surfins que começaram a aparecer na noite.

Pra variar, depois de mais uma vez seguir o clássico ritual da cerveja/papo/visitinha no merchan/cerveja/cerveja era a vez do Auria (que veio lá do ES) penúltima banda do festival. Passei um tempo tentando analisar a banda, procurando uma forma de explicar como ela é sem usar muito de neologismos, mas... É uma especie de hardcore melódico bruto sem ser bruto, melódico por baixo da pele. Algo no maior estilo The Fire Still Burns.
De qualquer forma, esse objeto sonoro, maneiro pra cacete, de mais uma banda que tocava bem pra caramba ao vivo, era representada fielmente, pelo possuído vocal, Rafael Braz (sim, li no myspace (tá lá pra isso, né?)). Imagina um cara sentindo de uma forma muito forte um hardcore melódico por debaixo da pele! Imaginou? Então pronto! Consegui explicar! Ufa!

Reynaldo Drogba comandou a festa como se não houvesse amanhã (segunda feira) e, escandaloso pra caralho, fez o de sempre, arrancou vários bicos do Daniel, Guitarrista do PF, e promotor do evento, ao fazer suas presepadas pra lá e pra cá.
O show praticamente não foi do Plastic Fire. Não só deles. E não estou falando de quando uma banda faz um show muito legal e o público agita tanto que é como se o show fosse da plateia, estou falando de um vocalista que não sabe onde está o microfone. Bom, acho que deu pra entender direitinho a coisa. E acho que dá pra entender, também, se eu disser foi o show mais legal que já vi do Plastic Fire, né? Então tá dito!

O problema, que na verdade não é problema nenhum, é que agora nem sei como concluir isso tudo; festival. Parei com cara de pastel em frente a essa tela (a minha)... Pensei, pensei... E concluí que, quem foi ao evento entenderá minha falta de palavras ou falta de desenvoltura pra terminar esse humilde texto dizendo que, esse foi o melhor festival que já fui na minha vida, que nunca vi tanta banda legal em dois dias, que vai demorar muito pra acontecer um festival tão legal de novo, etc, etc.
Mas, tudo bem. Hoje troco minha criatividade conclusiva por nove nomes:
Medievaz, Take Off The Halter, D'Front, Rótulo, Malvina, Halé, H.E.R.O, Auria e Plastic Fire.
Nove nomes que guardei.
Abraços.